Ainda somos iguais
(...) Ao chegarmos a meu apartamento, uma modesta cobertura em Ipanema, nos sentamos no sofá rubro, no meio da sala, colados um ao outro, nos aquecendo depois daquela breve caminhada pela noite. Conversamos ainda por uns dois minutos, antes de ela sorrir e beijar minha boca.
Segurei em seu pescoço e aproveitei aquela oportunidade de senti-la novamente minha, após tantos anos separados um do outro. Sorri, em seguida, e lhe ofereci um pouco de vinho, o qual ela prontamente aceitou. Andei até o bar e, querendo causar uma boa impressão, enchi duas taças com o meu melhor Perrier Jouët. Quando voltava à sala, porém, me detive no meio do caminho para apreciar a cena mais bela que eu jamais havia visto!
As luzes estavam apagadas... a cortina da varanda aberta... e defronte desta estava Mimi, com o seu vestidinho preto aberto na parte de trás, permitindo-me apreciar a beleza de suas costas nuas banhadas pela luz do luar. Neste momento esqueci-me do mundo, de tudo, deixei nossas taças sobre a mesinha de centro e segui andando em direção à minha fada. Abracei sua cintura, com força, e beijei seu pescoço. Ela riu, suavemente, como quem diz “eu consegui o que eu queria, afinal.”...
Depois, ela se virou e deu um passo para trás. Deslizou, então, uma a uma, as alças de seu vestido por seus ombros até que este se encontrasse no chão, a seus pés, deixando-a nua e deslumbrante à minha frente. Enquanto aquele anjo tentador me olhava apaixonadamente, perdi meu autocontrole e, mandando minha finesse ao quinto dos infernos, agarrei minha querida Mimi e beijei-a com toda a luxúria e desejo que emanavam de meu corpo já exaltado!
Carreguei-a nos braços até o quarto, extasiando-a com as mais diversas carícias, e atirei-a na cama. Ela me observou, paciente, retirar minhas roupas e atirá-las no tapete. E no silêncio daquela madrugada, eu pude sentir por aquela mulher o mesmo intenso amor que senti na noite em que nos conhecemos, em um hotel em Paris, seis anos atrás...
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