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Teu nome

Era noite de ano novo, a uma hora da meia noite. Estávamos ambas ali, festejando entre amigos, fazendo ecoar nas paredes da casa do André os nossos causos, as nossas sonoras risadas, as palavras que disfarçavam que fomos até ali extremamente sós. Eu no sofá puído da sala, de vestido amarelo. Tu no balcão da cozinha com um copo de uísque nas mãos. Em público a felicidade eletrizante. No íntimo o desalento. Meu olhar percorria perdido as decorações da casa sem saber que na verdade procurava o encontro do teu, mas quando achei teus olhos castanhos escuros encarando de volta minha timidez sorri meio de lado e ali soube. Desde então a cada vez que o timbre da tua voz distante enchia meus ouvidos, minha tez enrubescia como se cada pedacinho do meu corpo estivesse cem mil vezes mais sensível às tuas vibrações. Passei a te procurar em cada gesto, em cada olhar distraído para os lados, em cada passo rápido ou lento que passeava por ali. E todas as vezes, mesmo de longe, te encontrei. No minuto ...

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